Conhecendo o movimento
- Renata Tymoschenko
- 3 de out. de 2019
- 2 min de leitura
Quem me conhece sabe que eu nunca fui muito chegada a fazer exercício. Eu fiz ginástica olímpica dos 9 aos 13 anos e joguei vôlei por ano quando ainda estava no ensino fundamental e a isso se resumiu a minha "carreira" atlética. Digamos que educação física nunca foi a minha matéria preferida na escola.
Quando eu ainda estava investigando a causa das minhas dores no corpo e excesso de cansaço, fui ao reumatologista para que ele pudesse avaliar alguns exames que meu médico havia pedido que eu fizesse. Depois de ficar esperando um tempão, de contar toda a minha história para a enfermeira, o médico entrou, olhou pra mim, falou que eu tinha fibromialgia e que eu tinha que me exercitar. O Renan (meu esposo) estava comigo no dia e disse que eu quase mateio médico com o meu olhar 42. Como esse médico que mal falou comigo queria que eu fizesse exercício com um corpo todo doendo? Eu mal conseguia caminhar por alguns minutos, imagina correr, pular e me movimentar?
Mais tarde, um pouco mais calma, eu comecei a pesquisar mais sobre a doença e, na verdade, o médico estava certíssimo. Eu nunca fui de duvidar de médico, mas eu realmente não conseguia entender como uma coisa que me deixa dolorida (exercício) iria me ajudar a ficar menos dolorida. Pra mim, não fazia sentido.
De acordo com uma reportagem da revista Saúde da Editora Abril publicada em 26 outubro de 2017:

"A prática regular de atividade física é uma das estratégias mais eficazes para controlar sintomas típicos da síndrome, como a dor que se espalha por diferentes partes do corpo, a fadiga e o sono ruim. A atividade física incentiva a liberação de substâncias do próprio organismo que agem como analgésicos naturais, caso das endorfinas. Isso colabora inclusive para melhorar as noites de sono".
Apesar de todas as evidência, exercício ainda é algo muito desafiador para mim. Mas essa última semana, o Renan está viajando a trabalho e eu não estou dormindo à noite. Quando a dor no pescoço o nos ombros se tornaram ainda mais forte do que eu podia mais aguentar, deixei todas as desculpas e minha má vontade de lado e tentei encontrar maneiras de me movimentar. Como estou (ou sou...) completamente fora de forma, é importante manter um balanço entre exercício e descanso para não sobrecarregar o corpo que já não está bem. E não precisa de academia ou Personal trainer, pelo menos não no começo. Uma caminhada pela quadra, uma volta de bicicleta, alguns alongamentos no chão da sala já são suficientes para ajudar a aliviar a dor. Algo bem legal que encontrei foram vídeos de yoga no YouTube, que você pode fazer sozinho em casa mesmo, como esse: https://www.youtube.com/watch?v=yPmjTmV1hRQ.
Eu ainda vou ter muito trabalho de fazer o exercício se tornar parte da minha rotina, mas pelo menos sei que pode me ajudar.



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