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Conhecendo a fibromialgia


Quando eu era professora de português para americanos, tinha que ensinar a diferença entre os verbos "ser" e "estar". "Eu estava cansada", "Ele é alto", "Nós estávamos em casa"... eram algumas das frases que eu usava de exemplo. Mas eu sempre gostava de brincar que, no meu caso, cansaço é um estado de ser e não de estar.

Por muito tempo cansaço fez parte do meu dia-a-dia. Acordar de manhã se sentindo tão ou mais cansada do que quando foi dormir é muito frustrante. Mas como eu tive 4 filhos um pertinho do outro, ao mesmo tempo que estudava e trabalhava, eu sempre achei que esse cansaço constante era devido a eu estar fazendo mais do que devia e nunca me dei a trabalho de tentar descobrir se seria algum problema de saúde.

No final de 2018, eu tive que parar de trabalhar por um tempo, por morar nos EUA e não ter mais o visto necessário para trabalhar. Os meus filhos já estavam na escola e eu pensei que finalmente conseguiria descansar melhor e me sentir mais revigorada. Passaram-se dias, semanas e até alguns meses e aquela sensação de estar sempre cansada não melhorava. Comecei a notar que meu corpo também estava dolorido, como se eu estivesse prestes a ficar gripada. Foi então que resolvi procurar ajuda médica e veio o diagnóstico: fibromialgia.

De acordo com a Sociedade Brasileira de Reumatologia:

A síndrome da fibromialgia (FM) é uma síndrome clínica que se manifesta com dor no corpo todo, principalmente na musculatura. Junto com a dor, a fibromialgia cursa com sintomas de fadiga (cansaço), sono não reparador (a pessoa acorda cansada) e outros sintomas como alterações de memória e atenção, ansiedade, depressão e alterações intestinais.

Por muitos anos tomei antidepressivos para tentar melhorar sintomas de depressão e ansiedade. Como eu pensava que o cansaço e das dores estavam ligadas a fatores externos, nunca pensei que uma coisa estivesse ligada a outra. Foi aí que me enganei. Depois de receber esse diagnóstico, meu médico mudou o antidepressivo que eu estava tomando e eu tive com aprender a lidar com uma doença crônica, sem cura e sem um tratamento tradicional muito eficaz, pois trata-se, na verdade, de uma super-estimulação dos meus nervos.

Na verdade, seria como se o cérebro das pessoas com fibromialgia estivesse com um “termostato” ou um “botão de volume” desregulado, que ativasse todo o sistema nervoso para fazer a pessoa sentir mais dor. Desta maneira, nervos, medula e cérebro fazem que qualquer estímulo doloroso seja aumentado de intensidade.

Foi nessa época que comecei a usar óleos essenciais de maneira mais constante. Eu já gostava se colocar óleo de lavanda no meu difusor antes de dormir, usava melaleuca (tea tree) para tratar a eczema do meu filho e sempre tinha mel aromático prontinho para qualquer sinal de gripe, mas comecei a aprender que eu podia aliviar sintomas causados pela fibromialgia diariamente.

Eu quero uso este blog para levar ajudar mais pessoas a saberem sobre a FM, para que possam encontrar formas melhores para tratar problemas que parecem desconectados, mas que fazem parte desta síndrome. Também quero mostrar algumas coisas que eu tenho feito para aliviar minhas dores no corpo, cansaço e depressão. Não tenho todas as respostas e ainda estou aprendendo como meu corpo reage, mas tenho encontrado alívio ao usar óleos essenciais diariamente. Eu acredito que deve haver uma balanço entre medicina tradicional e holística. Não deixo de tomar os remédios que meu médico me receitou, mas encontro ainda mais alívio ao combinar esse tratamento com aromaterapia. Acredito que a combinação dos dois é essencial para se conhecer o bem estar.


 
 
 

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